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Brasília, Distrito Federal, Brazil
Motociclista, Conselheiro da Irmandade Estradeira-Centro Oeste, gosto de viajar, conhecer novos grupos de motociclistas e brigar por um trânsito melhor e mais seguro.

Sahara Maníacos

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Prá quem é louco por aventura

quarta-feira, 16 de abril de 2008

A mentalidade do futuro motociclista me assusta

Um dos grandes impactos que sentimos nos dias de hoje é a violência no trânsito. Às vezes se tem a sensação que tudo que se faz, se projeta, ou que se estuda é em vão. A cada dia os noticiários mostram, como se já fosse uma regra, os diários e constantes acidentes e número de vítimas, tanto em rodovias como em cidades. Contudo, uma coisa me chama muito a atenção e me assombra: Mesmo com noticiários, ao ensinar Direção Defensiva, Legislação de Trânsito e Convício Social do Trânsito, vejo em muitos futuros motoristas e motociclistas a expressão de que não estão ali para aprender o que é participar do trânsito. Em suas opiniões, muitos pensam que estão adquirindo o direito de “arrepiar nas vias e rodovias”.
Em seus relatos, o que ouço é sempre aquela frase: “-Mas meu pai sempre fez assim!”. Esquecemos que os maiores observadores do mundo são nossos filhos. Tudo que fazemos no trânsito de forma negativa serve de referência e desculpa para suas falhas. “-Mas pai, você também bebe quando dirige, também xinga e também passa o sinal fechado! Por que não posso fazer também?”
Infelizmente, vejo que muitos de meus alunos, da forma que aprenderam com seus pais, não terão o privilégio de ter a minha idade. Mostro a realidade, a violência sobre o asfalto, depoimentos, reportagens mas, em alguns deles, sinto-me frustrado, como se minhas palavras fossem em vão. Acham o “cara” que faz zerinho, empina e ganha nos pegas um herói, um ídolo (seus olhos brilham). Meus Deus, o que fizemos com nossos filhos?
E o pior, sinto totalmente responsável pela morte de nossos filhos no trânsito, pois suas primeiras aulas foram comigo, assistindo minha forma de dirigir. Por isso batalho tanto com eles. Preciso que, daqui para frente, nossos futuros motoristas parem com a violência no trânsito, para que nossos netos possam viver em paz.

João Batista Schulz
Instrutor Teórico e Prático de Trânsito
Membro do:
Pelicano Moto Clube
Irmandade Estradeira
AMO-DF
Falcon on line